domingo, 23 de agosto de 2015
domingo, 3 de maio de 2015
Saudosismo
Tantas poesias, canções, toadas, suspiros, ais, em volta do passado. Isso me remete a como gostamos de nos projetar àquilo que vivemos um dia.
Como somos apegados, arraigados ao que já foi!
A expressão "ah, mas na minha época, as coisas eram diferentes", nos leva a uma concepção coletiva de supervalorização do passado, mesmo que esse tenha sido, na realidade, pouco favorável.
Sentimos saudade da dificuldade, da tristeza, das pessoas que mais nos feriram, das situações que nos colocaram pra baixo. Sabemos que os momentos de alegria são pouco lembrados, mas guardamos os momentos de dor em uma caixinha aveludada em cima de nossa penteadeira, para que possamos relembrá-los todos os dias.
Mais do que apenas nos remetermos mentalmente ao passado, temos impregnado em nós as impressões, sentimentos, cheiros e sensações dos acontecimentos vividos. Certas coisas que vivemos há dez, vinte, trinta anos atrás parecem que aconteceram no momento presente, tamanha a nossa memória do fato.
E assim, passamos décadas presos a traumas e ressentimentos não processados pela nossa incapacidade (ou falta de vontade) de nos libertarmos do passado.
Da mesma essência das coisas
A sua ignorância e falta de vontade de crescer compõem a essência dos mandos, desmandos, arbitrariedade e corrupção de quem acha que pode decidir por você.
A sua raiva sobre alguém que é diferente de você compõe a essência da violência que presenciamos todos os dias nos mais variados âmbitos sociais.
A sua crença limitante, a sua baixa autoestima e o senso comum arraigado em você, compõem a essência da falta de perspectivas, retrocessos, abusos e negligência.
Você cria e recria através do que pensa e sente.
Você é a essência das coisas.
Não há nada no mundo que seja criado fora de você.
segunda-feira, 15 de julho de 2013
A Raiva
Na próxima vez que ficar com raiva, corra e dê sete voltas ao redor da casa, e depois
sente-se debaixo de uma árvore e observepara aonde foi a raiva. Você não a reprimiu,
não a controlou, não a lançou sobre outra pessoa...Raiva é somente um vômito mental.
Não há nenhuma necessidade de jogá-la sobre outra pessoa. Faça um pouco de
exercício oupegue um travesseiro e bata nele até que suas mãos e dentes fiquem
relaxados. Na transformação você nunca ontrola,simplesmente se torna mais cônscio.
Raiva está acontecendo - é um belo fenômeno, justamente como a eletricidade
nasnuvens...Um estudante do Zen veio até Bankei e disse: “Mestre, tenho um
temperamento incontrolável. Como posso mecurar disso?” “Mostre para mim esse
temperamento, “ disse Bankei, “pois ele me soa fascinante.”“Não estou destemperado
agora,” disse o estudante, “assim não posso mostrá-lo a você.”“Então,” disse Bankei,
“traga-o para mim quando você o tiver.”“Mas não posso trazê-lo quando este acontecer,”
protestou o estudante. “É algo que surge inesperadamente, ecertamente já o terei
perdido antes de chegar até você.”“Nesse caso,” disse Bankei, ”Isso não pode ser parte
de sua verdadeira natureza. Se fosse, você poderia mostrálopara mim a qualquer
momento. Quando você nasceu não tinha esse temperamento, então isso deve ter
vindode fora. Sugiro que, sempre que isso aconteçer, você bata em si mesmo com uma
vara até que o temperamentose descontrole e vá embora.”Mesmo quando a raiva estiver
acontecendo, se você tornar-se subitamente cônscio, ela desaparece. Experimente!justo
em meio a tudo isso, quando seu sangue estiver fervendo e você fica com ganas de
matar alguém – nessemomento torne-se cônscio, e você irá sentir que alguma coisa
mudou: um câmbio dentro ‘encaixando’, você podesentir o clique, seu ser interior
relaxou.Pode levar tempo para sua camada externa relaxar, mas o ser interior já relaxou.
A cooperação foi quebrada...agora você não está mais identificado. O corpo levará
algum tempo para descansar, mas bem fundo no centro,tudo está tranquilo.Percepção é
necessária, não condenação. E através da perceptividade, a transformação
aconteceespontaneamente. Se perceber sua raiva, o entendimento penetrará em você.
Apenas observando, sem nenhumjulgamento, nem dizendo que é bom nem ruim, só
observando seu céu interior. Há relâmpagos, há raiva, vocêesquenta, todo o sistema
nervoso se agita e você sente um tremor pelo corpo inteiro – um belo momento, pois
aenergia ativa pode ser observada facilmente. Quando esta não está ativa você não
pode observá-la.Feche os olhos e medite sobre isso. Não lute, apenas olhe no que está
acontecendo – o céu inteiro cheio deeletricidade, tantos relâmpagos, tanta beleza. Deitese
no chão e olhe para o céu e observe. Depois faça o mesmodentro de você. Alguém
lhe insultou, alguém riu de você, alguém disse isso ou aquilo... muitas nuvens,
nuvensnegras no céu interior e muitos relâmpagos. Observe!
É uma cena bonita – terrível também, pois você não a compreende. É misteriosa e, se o
mistério não forcompreendido, torna-se terrível, você fica com medo dele. E sempre que
um mistério é compreendido, torna-seuma graça, um presente, pois agora você possui
as chaves, e com elas, você é o mestre.
Tarô da Tranformação
Osho
quinta-feira, 16 de maio de 2013
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
Paraísos Internos
Paraísos Internos
Queria trazer sempre comigo
aquele fim de tarde em Holambra.
Sempre é o momento que mais gosto do dia.
O sol se pondo devagarinho,
a brisa fresca tocando a pele.
O olhar além do horizonte.
Luzes dourado-prateadas,
misturando-se ao intenso azul
e aos tons de rosa e alaranjado.
Acredito que o paraíso dentro de mim reside assim!
Mas sim, claro, há outros paraísos internos.
Como a grama verde em um domingo de sol quente
juntando-se a uma mangueirada com amigos-irmãos.
Ou ainda aquele livro que enriquece a alma.
O abraço de mãe.
O beijo do amado.
O olhar dos meus pequenos.
O movimento que faz vibrar
e sentir a vida correndo pelas veias.
Sim, há vários paraísos dentro de mim!
Cinara Freitas
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